Café – Origem, história, consumo, efeitos e propriedades. O café é uma bebida produzida a partir dos grãos torrados do fruto do cafeeiro. É servido tradicionalmente quente, mas também pode ser consumido gelado.

O café é um estimulante, por possuir cafeína — geralmente 80 a 140 mg para cada 207 ml dependendo do método de preparação.

Em alguns períodos da década de 1980, o café era a segunda mercadoria mais negociada no mundo por valor monetário, atrás apenas do petróleo.

Este dado estatístico ainda é amplamente citado, mas tem sido impreciso por cerca de duas décadas, devido à queda do preço do café durante a crise do produto na década de 1990, reduzindo o valor total de suas exportações.

 

Café – Origem, história, consumo, efeitos e propriedades

 

Em 2003, o café foi o sétimo produto agrícola de exportação mais importante em termos de valor, atrás de culturas como trigo, milho e soja.

Minas Gerais é o estado com maior produção de café do Brasil (26,6 milhões de sacas), o que corresponde a mais de 50% da produção nacional do produto e 17% da produção mundial.

Na comparação por espécie, o município de Patrocínio (MG) é o líder em café arábica. No café robusta, o topo da lista é puxado por Jaguaré. Ambos os municípios dedicam 100% da produção a cada uma dessas espécies.

No total, o Brasil produziu 3,037 milhões de toneladas em 2012, uma queda de 12,5% em comparação ao ano anterior.

Desse volume, 2,278 milhões de toneladas foram de café arábica, enquanto as outras 758,796 mil toneladas foram de robusta.

 

Tudo sobre o café: a história do café no Brasil e no Mundo

Tudo sobre o café: a história do café no Brasil e no Mundo

Café Origem

 

A história do café começou no século IX. O café é originário das terras altas da Etiópia (possivelmente com culturas no Sudão e Quênia) e difundiu-se para o mundo através do Egito e da Europa.

Mas, ao contrário do que se acredita, a palavra “café” não é originária de Kaffa, local de origem da planta, e sim da palavra árabe qahwa, que significa “vinho”, devido à importância que a planta passou a ter para o mundo árabe.

Uma lenda conta que um pastor chamado Kaldi observou que seus carneiros ficavam mais espertos ao comer as folhas e frutos do cafeeiro.

Ele experimentou os frutos e sentiu maior vivacidade. Um monge da região, informado sobre o fato, começou a utilizar uma infusão de frutos para resistir ao sono enquanto orava.

 

Café Torrado

 

Parece que as tribos africanas, que conheciam o café desde a Antiguidade, moíam seus grãos e faziam uma pasta utilizada para alimentar os animais e aumentar as forças dos guerreiros.

Seu cultivo se estendeu primeiro na Arábia, introduzido provavelmente por prisioneiros de guerra, onde se popularizou aproveitando a lei seca por parte do Islã.

O Iêmen foi um centro de cultivo importante, de onde se propagou pelo resto do Mundo Árabe.

O conhecimento dos efeitos da bebida disseminou-se e no século XVI o café era utilizado no oriente, sendo torrado pela primeira vez na Pérsia.

Na Arábia, a infusão do café recebeu o nome de kahwah ou cahue (ou ainda qah’wa, do original em árabe). Enquanto na língua turco otomana era conhecido como kahve, cujo significado original também era “vinho”.

A classificação Coffea arabica foi dada pelo naturalista Lineu.

O café no entanto teve inimigos mesmo entre os árabes, que consideravam suas propriedades contrárias às leis do profeta Maomé.

No entanto, logo o café venceu essas resistências e até os doutores muçulmanos aderiram à bebida para favorecer a digestão, alegrar o espírito e afastar o sono, segundo os escritores da época.

 

Café na Ásia, África e América

 

Em 1475, surgiu em Constantinopla a primeira loja de café, produto que para se espalhar pelo mundo se beneficiou, primeiro, da expansão do islamismo e, em uma segunda fase, do desenvolvimento dos negócios proporcionado pelos descobrimentos.

Por volta de 1570, o café foi introduzido em Veneza, Itália, mas a bebida, considerada maometana, era proibida aos cristãos e somente foi liberada após o papa Clemente VIII provar o café.

Na Inglaterra, em 1652, foi aberta a primeira casa de café da Europa ocidental, seguindo-se a Itália dois anos depois. Em 1672, coube a Paris inaugurar a sua primeira casa de café.

Foi precisamente na França que, pela primeira vez, se adicionou açúcar ao café, o que aconteceu durante o reinado de Luís XIV, a quem haviam oferecido um cafeeiro em 1713.

Na sua peregrinação pelo mundo o café chegou a Java, alcançando posteriormente os Países Baixos.

Graças ao dinamismo do comércio marítimo holandês, executado pela Companhia das Índias Ocidentais, o café foi introduzido no Novo Mundo, espalhando-se nas Guianas, Martinica, São Domingos, Porto Rico e Cuba.

Gabriel Mathien de Clieu, oficial francês, foi quem trouxe para a América os primeiros grãos.

 

Tudo sobre o café: a produção de café no Brasil.

Tudo sobre o café: a produção de café no Brasil.

Café – Origem no Brasil

 

Em 1727, o sargento-mor Francisco de Melo Palheta, a pedido do governador do Estado do Grão-Pará, lançou-se numa missão para conseguir mudas de café, produto que já tinha grande valor comercial.

Para isso, fez uma viagem à Guiana Francesa e lá se aproximou da esposa do governador da capital Caiena. Conquistada sua confiança, conseguiu dela uma muda de café-arábico, que foi trazida clandestinamente para o Brasil.

Das primeiras plantações na Região Norte, mais especificamente em Belém, as mudas foram usadas para plantios no Maranhão e na Bahia, na Região Nordeste.

As condições climáticas não eram as melhores nessa primeira escolha e, entre 1800 e 1850, tentou-se o cultivo noutras regiões: o desembargador João Alberto Castelo Branco trouxe mudas do Pará para a Região Sudeste e as cultivou no Rio de Janeiro, local onde o sucesso foi total.

O negócio do café começou, assim, a desenvolver-se de tal forma que se tornou a mais importante fonte de receitas do Brasil e de divisas externas durante muitas décadas a partir da década de 1850.

Em 1860, por exemplo, o Brasil correspondia a 60% da produção mundial de café, e o Rio de Janeiro correspondia a 90% da produção brasileira.

 

Café Rio | São Paulo

 

O sucesso da produção cafeeira no Rio foi tão grande que derrubou os preços do café no mundo inteiro, popularizando a bebida, até então considerado um artigo de luxo.

No final do Império, devido ao esgotamento do solo no sul do Rio de Janeiro (Vale do Paraíba fluminense), a produção cafeeira se deslocou para o norte do Estado do Rio (para os municípios de Itaperuna e Cantagalo) e, especialmente, para São Paulo e para a Zona da Mata mineira.

Assim, no início do século XX, a produção paulista e mineira acabam por superar a produção cafeeira do Rio de Janeiro, embora Itaperuna permaneça como o maior produtor de café do Brasil ao longo de toda a 1ª República.

O sucesso da lavoura cafeeira em São Paulo, durante a primeira parte do século XX, fez com que o Estado se tornasse um dos mais ricos do país, permitindo que vários fazendeiros indicassem ou se tornassem presidentes do Brasil.

Política conhecida como café-com-leite, por se alternarem na presidência paulistas e mineiros), até que se enfraqueceram politicamente com a Revolução de 1930.

O café era escoado das fazendas depois de secados nos terreiros de café, no interior do estado de São Paulo, até as estações de trem e depois enviado ao Porto de Santos, através de ferrovias, principalmente pela inglesa São Paulo Railway.

 

Café História

 

O tráfico negreiro era um dos negócios mais lucrativos da economia brasileira e movimentava muito dinheiro. Com sua proibição, os capitais antes aplicados na compra de escravos foram deslocados para outras atividades.

Ocorreu assim um incremento das indústrias, das ferrovias, dos telégrafos e da navegação. Junto com o café, o fim do tráfico proporcionou o início da modernização brasileira.

Reagindo aos efeitos da extinção do tráfico negreiro, os cafeicultores recorreram ao tráfico interprovincial e desenvolveram uma política de atração de imigrantes europeus para suas lavouras.

As lavouras decadentes da cana-de-açúcar no Nordeste ampliaram a venda de escravos para as lavouras do Centro-Sul, que se transformaram na principal região escravista do país.

Porém, o trabalho dos imigrantes só ganharia peso na década de 1880, quando os cafeicultores já não conseguiam segurar os escravos nas fazendas, devido à força da campanha abolicionista.

 

Tudo sobre o café: história do café e a geada.

Tudo sobre o café: história do café e a geada.

Café e a Geada

 

O café foi plantado no oeste do estado de São Paulo, nos lugares mais altos, os espigões, divisores das bacias dos rios que desembocam no rio Paraná, lugares menos propensos à geadas que as baixadas dos rios.

Nestes espigões foram também construídas as ferrovias e as cidades do Oeste de São Paulo, longe da malária que era comum nas proximidades dos rios.

O café em São Paulo sofreu sobremaneira com a “grande geada de 1918” e a geada de 18 de julho de 1975, que atingiu também o norte do estado do Paraná, dizimando todos os cafezais das regiões de Londrina e Maringá.

 

Café e Valorização

 

O mais conhecido convênio de estados cafeeiros para obter financiamento externo para estocagem de café em armazéns a fim de diminuir a oferta externa e conseguir preços mais elevados para o mesmo foi o Convênio de Taubaté de 1906.

O pressuposto da retenção de estoques de café era a crença de que depois de uma safra boa, seguiria-se uma safra ruim, durante a qual o café estocado no ano anterior seria exportado.

A partir da década de 1920, a valorização do café tornou-se permanente, aumentado muito o volume estocado, fazendo os preços se elevarem, atraindo com isso novos países produtores ao mercado fazendo concorrência ao Brasil.

Com a crise de 1929, a partir do governo de Getúlio Vargas, todos os estoques de café tiveram que ser queimados para os preços subirem. A escolha foi feita de modo a manter o café como um produto destinado às elites.

Ou seja, o governo preferiu queimar o café à vendê-lo por um preço mais baixo, o que o tornaria acessível a qualquer cidadão da época.

Foram queimados de 1931 a 1943, 72 milhões de sacas, equivalentes a 4 safras boas. A partir de 1944, a oferta de café passou a ser regulada por convênios entre países produtores.

 

Tudo sobre o café: Consumo e Produção de Café no Brasil e no Mundo.

Tudo sobre o café: Consumo e Produção de Café no Brasil e no Mundo.

Consumo no Brasil

 

O Brasil consome anualmente 20 milhões de sacas de café, o que corresponde a 173 bilhões de xícaras. Apesar de ser o principal exportador do grão sem valor agregado, o volume de café torrado e moído exportado diminui a cada ano.

Com o aparecimento dos cafés blends, que misturam cafés de várias procedências, o café brasileiro perde competitividade, já que a lei brasileira impede a importação de café verde de outros países.

 

Consumo na Europa

 

Os estabelecimentos comerciais na Europa consolidaram o uso da bebida do café, e diversas casas de café ficaram mundialmente conhecidas, como o Café Nicola, em Lisboa, onde se encontravam políticos e escritores, como Bocage.

O Virgínia Coffee House, em Londres, e o Café de La Régence em Paris, onde se reuniam nomes famosos como Rousseau, Voltaire, e Diderot.

O invento da cafeteira, já em finais do século XVIII, por parte do conde de Rumford, deu um grande impulso à proliferação da bebida, ajudada ainda por uma outra cafeteira de 1802, esta da autoria do francês Descroisilles.

Em 1822, uma outra invenção surge em França, a máquina de café expresso (do italiano spremutom ou seja, espremido), embora ainda não passasse de um protótipo.

 

Em 1855, foi apresentada em uma exposição, em Paris, uma máquina mais desenvolvida, mas foi em Itália que a aperfeiçoaram.

Assim, coube aos italianos, apenas em 1905, comercializar a primeira máquina de expresso, precisamente no mesmo ano em que foi inventado um processo que permitia descafeinar o café.

Em 1945, logo após o final da Segunda Guerra Mundial, a Itália continua tendo a primazia sobre os expressos e Giovanni Gaggia apresenta uma máquina onde a água passa pelo café depois de pressionada por uma bomba de pistão.

O sucesso foi notório.

 

Tudo sobre o café: benefícios para a saúde.

Tudo sobre o café: benefícios para a saúde.

Café e saúde

 

A maioria das pessoas que consomem café diariamente desconhece as substâncias saudáveis e os seus efeitos terapêuticos:

  1. O consumo moderado de café (de três a quatro xícaras por dia) exerce efeito de prevenção de problemas tão diversos como o mal de Parkinson, a depressão, o diabetes,[20] os cálculos biliares e o câncer de cólon.
  2. Além disso melhora a atenção e, consequentemente, o desempenho escolar e a produtividade no trabalho.
  3. O café contém vitamina B, lipídios, aminoácidos, açúcares e uma grande variedade de minerais, como potássio e cálcio, além da cafeína.
  4. O café tem propriedades antioxidantes, combatendo os radicais livres e melhorando o desempenho na prática de esportes.
  5. Doenças como infarto, malformação fetal, câncer de mama, aborto, úlcera gástrica ou qualquer outro tipo de câncer não estão associadas ao consumo moderado de cafeína.
  6. Segundo alguns estudos, o seu consumo poderá mesmo baixar o risco de cancro da próstata.
  7. Melhora a taxa de oxigenação do sangue.
  8. A cafeína chega às células do corpo em menos de 20 minutos após a ingestão do café.
  9. No cérebro, a cafeína aumenta a influência do neurotransmissor dopamina.

Malefícios pelo consumo excessivo

 

 

  1. Ação diurética compulsiva causadora de perda de minerais e oligoelementos, aminoácidos e vitaminas essenciais.
  2. Causa enfraquecimento do organismo através da perda de sódio, potássio, cálcio, zinco, magnésio, vitaminas A e C, bem como do complexo B.
  3. Possui relação direta com a doença fibroquística (eventualmente precursora do “câncer da mama”).
  4. Pode causar o aparecimento de polipos (primeiro estágio do câncer no aparelho digestivo), verrugas, psoríases e outras afecções dermatológicas.
  5. Reduz a taxa de oxigenação dos neurônios.
  6. Provoca uma maior secreção de ácido clorídrico, causando irritações nas mucosas intestinais que causam colites e ulcerações, principalmente para quem sofre de gastrite.
  7. Sua ação é acidificante do sangue, propiciando o surgimento de leucorreias, cistites, colibaciloses e variados acessos fúngicos.

 

Valor nutricional por cada 100 g

 

  • kJ – 2
  • Carboidratos – 0
  • Gordura – 0,02 g
  • Gordura saturada – 0,02 g
  • Gordura trans – 0 g
  • Gordura monoinsaturada – 0,015 g
  • Gordura polinsaturada – 0,001 g
  • Água – 99,39 g
  • Proteínas – 0,12 g
  • Cafeína – 40 mg
  • Vitamina A – 0 ug
  • Betacaroteno – 0 ug
  • Vitamina B1 – 0,014 mg
  • Vitamina B2 – 0,076 mg
  • Vitamina B3 – 0,191 mg
  • Vitamina B5 – 0,254 mg
  • Vitamina B6 – 0,001 mg
  • Vitamina E – 0,01 mg
  • Vitamina K – 0,0001 mg
  • Cálcio – 2 mg
  • Ferro – 0,01 mg
  • Magnésio – 3 mg
  • Manganês – 0,023 mg
  • Fósforo – 3 mg
  • Potássio – 49 mg
  • Sódio – 2 mg
  • Zinco – 0,02 mg

Fonte: Base de dados de nutrientes (USDA)

 

Saiba mais sobre Café:

O consumo moderado do café proporciona uma série de benefícios para a saúde

Consumo ideal de café por crianças e mulheres grávidas

Os benefícios do café para o corpo da mulher

 

Fonte Wikipédia.

Fonte ABIC.

 

 

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