No Café da Juventude Perdida de Patrick Modiano

No Café da Juventude Perdida de Patrick Modiano

Um belo romance sobre o poder da memória e da busca de identidade. Paris, anos 60. No café Condé reúnem-se poetas malditos, futuros situacionistas e estudantes. À nostalgia que impregna aquelas paredes junta-se um enigma personificado numa mulher: todas as personagens e histórias confluem na misteriosa Louki. Quatro homens contam-nos os seus encontros e desencontros com a filha de uma empregada do Molin-Rouge. Para quase todos eles, ela encarna o inalcançável objecto de desejo. Louki, tal como todos os boêmios que vagueiam por uma Paris espectral, é uma personagem sem raízes, que inventa identidades e luta por construir um presente perpétuo. Modiano recria em redor da fascinante e comovente personagem desta mulher a Paris da sua juventude, enquanto constrói um maravilhoso romance sobre o poder da memória e a busca da identidade.

Das duas entradas do café, ela utilizava sempre a mais estreita, a chamada porta da sombra. Escolhia a mesma mesa, ao fundo da pequena sala. Nos primeiros tempos, não falava a ninguém, depois travou conhecimento com os clientes habituais do Condé, a maioria dos quais tinha a nossa idade, entre dezanove e vinte e cinco anos, diria eu. Às vezes, sentava-se nas suas mesas, mas em geral, mantinha-se fiel ao seu lugar, bem ao fundo.

Leia aqui o primeiro capítulo.

O Escritor Patrick Modiano

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Nascido nos subúrbios de Paris, Patrick Modiano é filho de um comerciante judeu e uma atriz da Flandres. Ambos se conheceram durante a ocupação alemã. Por sua própria admissão Modiano se sentiu “não muito fortemente” ligado ao judaísmo. Ele cresceu inicialmente com os avós e, em seguida, passou a infância em um internato. A morte de seu irmão, com dez anos de idade, foi um choque para ele.

É autor de Missing Person (1978). Escreveu o argumento de Lacombe Lucien (1974) em co-autoria com o realizador, Louis Malle. Em 1972 venceu o Grande Prêmio do Romance da Academia Francesa, com o livro Les Boulevards de ceinture, e em 1978 o Prêmio Goncourt com o livro Rue des boutiques obscures. Em 2010, foi distinguido com o Prêmio Mundial Cino Del Duca, atribuído pelo Instituto de França, e dois anos depois, em 2012, venceu o Prêmio Austríaco de Literatura Europeia.

Centrada na repetição e nas sutilezas, sua obra romanesca se aproxima de uma forma de autoficção na sua busca pela juventude perdida. Ela conta a vida de indivíduos desconhecidos confrontados aos horrores da história.

Patrick Modiano também foi Prêmio Nobel de Literatura em 2014.

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No Café da Juventude Perdida
El Cafe de La Juventud Perdida
Patrick Modiano 

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